Santa Catarina tem aumento de 190% nos casos de dengue

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Desde o início do ano, o número de municípios catarinenses infestados pelo mosquito Aedes aegypti vem aumentando em todo o estado. Até março, houve um aumento de 207% no número de notificações de casos suspeitos de dengue em comparação ao mesmo período do ano de 2021, e de 190%, no número de casos confirmados da doença.

A transmissão de dengue já foi registrada em 51 municípios do Estado, sendo que 16 municípios apresentam transmissão em nível de epidemia (a taxa de incidência é superior a 300 casos para cada 100 mil habitantes). Com o aumento no número de casos, aumenta também a preocupação com o adequado manejo clínico, com a suspeição da doença, notificação e acompanhamento, de forma a evitar casos graves e óbitos pela dengue.

De acordo com o último boletim epidemiológico, foram registrados 5.478 casos de dengue no estado, sendo que 4.156 (76%) são autóctones, ou seja, a infecção ocorreu no território catarinense.

No total, já foram confirmados quatro óbitos pela doença e seis permanecem em investigação pelas Secretarias Municipais de Saúde, com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde.

Os quatro óbitos por dengue confirmados no ano de 2022 residiam nos municípios de Criciúma (caso importado), Brusque, Itá e Romelândia (os três autóctones). Os seis casos em investigação residiam nos municípios de Chapecó (02), Ascurra, Seara (02) e Palmitos.

Sinais e sintomas

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início abrupto, que tem duração de dois a sete dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.

Ao apresentar sinais e sintomas deve-se procurar atendimento médico para evitar o agravamento do quadro.

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:

• evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
• guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
• mantenha lixeiras tampadas;
• deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
• plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
• trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
• mantenha ralos fechados e desentupidos;
• lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
• retire a água acumulada em lajes;
• dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
• mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
• evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
• denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
• caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

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