Irã dispara mísseis de longo alcançe contra importante base anglo-americana

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Forças iranianas lançaram um ataque com mísseis contra a base anglo-americana de Diego Garcia, no oceano Índico, até agora considerada fora do alcance dos mísseis iranianos.

Uma fonte oficial britânica confirmou, neste sábado (21), que o Irã tentou atingir a base militar conjunta anglo-americana em Diego Garcia. A informação foi confirmada pela agência de notícias AFP.

No ataque foram lançados dois mísseis balísticos, que não chegaram ao atol: um falhou em voo, enquanto o outro foi intercetado por um contratorpedeiro norte-americano. De acordo com a mesma fonte, a ofensiva ocorreu antes do governo britânico anunciar oficialmente, na sexta-feira, a autorização dada aos Estados Unidos para utilizar as suas bases em ataques contra alvos iranianos envolvidos nos ataques a navios no Estreito de Ormuz.

O episódio revelou uma capacidade de mísseis iraniana superior ao que se estimava. Diego Garcia fica a cerca de 4 mil km da costa do Irã, o dobro do limite de 2 mil km sempre declarado oficialmente por Teerã.

Onde fica a base militar de Diego Garcia

Localizada estrategicamente no arquipélago de Chagos, a base funciona como um «porta-aviões inafundável no Oceano Índico. Embora o território esteja sob soberania britânica, a base é operada pelos Estados Unidos e dispõe de infraestruturas críticas, incluindo uma pista para bombardeiros pesados e um porto natural profundo, adequado a submarinos nucleares e navios de guerra.

Os Estados Unidos mantêm ali  bombardeiros estratégicos, como os B-52 e B-1, além de acolher o 15.º Esquadrão de Vigilância Espacial, responsável pela monitorização de satélites.

A base também funciona como plataforma logística fundamental, com navios carregados de material militar pesado, prontos a apoiar uma brigada completa de Fuzileiros Navais com muito pouca antecedência. A presença britânica, embora reduzida em número, mantém a autoridade administrativa e a supervisão jurídica internacional sobre todas as operações que partem do atol.

Reino Unido: bases usadas pelos EUA na guerra

No plano diplomático, o Reino Unido clarificou os limites do apoio militar: concedeu a Washington autorização para conduzir missões de bombardeamento defensivo a partir de Diego Garcia e da RAF Fairford, em Gloucestershire (de onde já partiram alguns ataques), mas recusou o uso da base de RAF Akrotiri, em Chipre, para operações ofensivas.

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