Nova fase de operação resulta em prisão de aliciador de “mulas humanas” em SC

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A  Delegacia de Repressão às Drogas (DRD), da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), prendeu na tarde de hoje (14), em Blumenau, o principal aliciador de “mulas humanas” da organização criminosa desmantelada pela operação “Moscou”. O investigado é irmão da pessoa presa na quinta-feira (09) no Aeroporto de Florianópolis tentando embarcar com drogas inseridas via retal.

A prisão representa um avanço crucial nas investigações, revelando a estrutura quase completa da associação criminosa que atuava no recrutamento de transportadores para o tráfico interestadual e internacional de drogas. Segundo as investigações, o preso de hoje era responsável por identificar e recrutar pessoas em situação de vulnerabilidade social ou com dívidas, aliciar transportadores para rotas nacionais e internacionais, coordenar as viagens e fornecer instruções específicas, fazer a ponte entre o líder e dono do laboratório preso na sexta-feira, e monitorar, através de AirTags, todo o deslocamento da droga e do atravessador.

A investigação revelou a existência de uma ligação familiar entre o aliciador e a “mula” (irmãos) o que, ao que tudo indica, seria parte da estratégia criminosa que explorava vínculos pessoais para garantir maior controle sobre os transportadores.

A prisão ocorreu na cidade de Blumenau, bairro Itoupava Norte, e foi resultado de investigação minuciosa que incluiu monitoramento da residência desde quinta-feira, análise de comunicações entre os envolvidos, cumprimento do mandado de busca anterior e a apreensão de evidências que comprovam o aliciamento.

Durante a operação, foram apreendidos documentos, celulares e considerável quantidade de cocaína na casa do suspeito, entorpecente avaliado em aproximadamente R$50.000,00 no Brasil (e que pode chegar a valor R$500.000,00 na Europa).

Após a prisão, ele foi levado para a central de plantão de Blumenau onde foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico e depois deixado no presídio regional local, se encontrando à disposição da Justiça.

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