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02/06/2026A Comissão Processante da Câmara de Vereadores de Joinville, que investiga o vereador Cleiton Profeta (PL) por suposta quebra de decoro parlamentar deu um passo decisivo na manhã desta terça-feira (2). O colegiado aprovou o relatório final que pede a cassação do mandato do parlamentar. Com o encerramento dos trabalhos da comissão, o processo segue agora para a Mesa Diretora para a marcação do julgamento em Plenário.
A reunião desta terça-feira, ocorreu sem a presença do vereador Profeta ou de seus representantes legais. Conforme informado pelos membros da comissão, foram realizadas novas diligências presenciais para tentar intimar o parlamentar e seu defensor no escritório de advocacia, no gabinete da Câmara e na residência de Profeta, mas nenhuma das tentativas obteve êxito. Diante da situação, a comissão efetuou a intimação por meio eletrônico para garantir a legalidade do rito.
O relator do caso, vereador Érico Vinicius (Novo), realizou a leitura do parecer final. No documento, o relator lista uma série de episódios que justificam o pedido de perda de mandato, destacando que o denunciado teria ofendido verbalmente outros vereadores, promovido a perturbação e o tumulto de sessões legislativas e avançado fisicamente contra outro parlamentar em determinado episódio.
Em sua argumentação jurídica e política, Érico Vinicius defendeu a cassação como uma medida extrema, porém indispensável. “A medida é legal, adequada e necessária para a preservação da dignidade do Poder Legislativo e da manutenção da confiança pública na Câmara de Vereadores de Joinville”, declarou o relator no parecer.
“Perseguição política”
Em manifestações ocorridas em reuniões anteriores da comissão, a defesa de Cleiton Profeta rebateu as acusações, sustentando a tese de que o parlamentar é alvo de “perseguição política”.
O relatório foi aprovado com os votos de Érico e do presidente da Comissão Processante, Adilson Girardi (MDB). O vereador Brandel Junior (Republicanos), esteve ausente por razão de saúde.

Com a aprovação do relatório, Girardi declarou os trabalhos do grupo oficialmente encerrados e enviou o parecer para a Mesa Diretora.
O próximo passo cabe ao presidente da Câmara de Joinville, Diego Machado (PSD), que escolherá a data da sessão de julgamento. Para que o parecer de Girardi seja acatado e, consequentemente, Profeta perca definitivamente o mandato, são necessários os votos favoráveis de, no mínimo, 13 parlamentares no Plenário.




