Mais vagas em cemitérios são cobradas na Câmara de Vereadores de Joinville

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Na Comissão de Urbanismo da Câmara de Vereadores de Joinville desta terça-feira (2), a prestação de serviços funerários em Joinville, as regras para licenciamento ambiental e a disponibilidade de novas sepulturas nos bairros foram o centro de um debate acalorado. Parlamentares e representantes do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) discutiram as queixas de superlotação nos cemitérios e os entraves legais que impedem moradores de sepultarem familiares nos bairros onde residem.

O vereador Diego Machado (PSD) cobrou “sensibilidade” e criticou duramente a estrutura de atendimento da Central Funerária do município. O parlamentar relatou episódios de superlotação e falta de acolhimento digno às famílias em momentos de luto. Segundo ele, a centralização e a burocracia excessiva transformaram um momento de dor em um processo puramente administrativo.

“Falta humanidade no atendimento. É uma repartição pública onde as pessoas que estão lá parecem que estão apenas protocolando documentos. O serviço funerário de Joinville hoje é exemplo de cidade pequena, não de cidade grande”, desabafou Machado, mencionando que outros vereadores também já manifestaram insatisfação com o setor.

O parlamentar também direcionou críticas à gestão municipal, afirmando ter entrado em contato direto com a prefeita Rejane Gambim para cobrar providências. “O mais absurdo é eu ligar para a prefeita e ela não ter ‘tinta na caneta’ para fazer isso. Aonde está o poder de gestão dessa cidade?”, questionou.

A pauta principal da reunião foi a Resolução nº 119, de 01 de dezembro de 2017, do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) que define critérios para regularização e licenciamento ambiental de cemitérios. O foco da discussão são os impedimentos legais que muitos munícipes enfrentam ao tentar realizar o sepultamento de seus familiares nos próprios bairros em que residem.

Durante o encontro, Jonas Comin Nunes, secretário executivo do Consema, trouxe o contraponto técnico à discussão. Ele questionou a base técnica para a solicitação de um monitoramento periódico dessas áreas, defendendo a necessidade de critérios rigorosos para garantir a segurança ambiental e sanitária.

Diante das restrições de espaço e da demanda da comunidade, o vereador Diego Machado questionou a Secrretaria de Infraestrutura (Seinfra) do município sobre em quanto tempo haverá novos terrenos para venda nos cemitérios dos bairros Canela e Rio Bonito, além do quantitativo de lotes previstos.

Em resposta aos questionamentos, os vereadores receberam a informação que as obras no Cemitério do Canela já foram iniciadas, com a previsão de entrega de 24 novas sepulturas. Já para o Cemitério do Rio Bonito, a projeção da prefeitura é de uma ampliação maior, com a abertura de 150 novos lotes.

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