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09/06/2026Na manhã desta terça-feira (09), a Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais de Joinville (DIC), Joinville, deflagrou a operação “Falso Repasse”, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas e estelionatos envolvendo a negociação de veículos de alto valor.
Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão na cidade de Chapecó. A operação contou com o apoio da Diretoria de Polícia da Fronteira (DIFRON), da 12ª Delegacia Regional de Polícia e de policiais civis vinculados ao Programa Brasil contra o Crime Organizado, do Ministério da Justiça.
As investigações tiveram início após uma vítima residente em Joinville procurar a Delegacia de Combate a Estelionatos relatando um prejuízo financeiro expressivo. Segundo apurado, os investigados utilizavam redes sociais e grupos de WhatsApp para divulgar supostas oportunidades de compra de veículos em chamados “grupos de repasse”.
Em um dos casos investigados, a vítima demonstrou interesse na aquisição de um veículo de alto padrão, modelo BYD Seal, anunciado por um valor abaixo do mercado. Para conferir aparência de legitimidade ao negócio, os criminosos forneciam informações reais do veículo, como placa e chassi, além de exigir o pagamento de um laudo cautelar. Após a suposta aprovação da vistoria, a vítima realizou a transferência de aproximadamente R$ 200 mil para uma conta indicada pelos estelionatários.
Após o recebimento dos valores, o grupo passava a apresentar diversas justificativas para adiar a entrega do veículo, alegando problemas com documentação, especialmente relacionados à ATPV, ou atrasos no transporte por caminhão-cegonha proveniente de outros estados, como o Ceará.
As investigações conduzidas pela DIC de Joinville apontam que os envolvidos possuem histórico de atuação em golpes semelhantes praticados em diferentes estados do país, incluindo São Paulo e Alagoas.
O grupo utilizava contas bancárias de “passagem” em nome de terceiros e empresas de fachada para pulverizar, movimentar e ocultar os valores obtidos de forma ilícita.




