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01/07/2026Na manhã desta quarta-feira (1º), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em ação vinculada à 39ª Promotoria de Justiça Comarca da Capital, deflagrou a Operação Coluna Sul, a maior da força-tarefa, destinada a apurar o crime de integrar organização criminosa, no âmbito de investigação que apura a atuação de facção criminosa em seis estados brasileiros: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
A Operação Coluna Sul foi deflagrada pelo GAECO do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e representa uma ação vigorosa, destinada a apurar o crime de integrar organização criminosa que pratica e coordena atividades criminosas dentro e fora das unidades prisionais do Estado.
Neste momento estão sendo cumpridas 320 ordens judiciais expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina, sendo 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão, contra suspeitos de integrarem a organização criminosa.
A Operação Coluna Sul constitui desdobramento das investigações iniciadas no âmbito da Operação Maserati e tem como objetivo prioritário manter ações firmes contra a capacidade de articulação das atividades da organização criminosa investigada. Conforme apurado, os investigados estariam envolvidos na prática de múltiplos delitos, incluindo organização criminosa, tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.
Estrutura operacional
A operação mobiliza em Santa Catarina 103 integrantes do GAECO e aproximadamente 552 agentes de segurança pública, além de empregar 198 viaturas e 2 helicópteros.
A megaoperação contou com uma ampla mobilização logística do GAECO, que instalou cinco bases operacionais em Santa Catarina: Florianópolis, Joinville, Lages, Chapecó e São Miguel do Oeste. Em cada uma delas, equipes da força-tarefa atuam de forma integrada para coordenar o cumprimento simultâneo das ordens judiciais.
A ação contou com a participação integrada de equipes do GAECO, com o apoio externo especializado da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), da Coordenadoria de Operações Policiais com Cães (COPC), do Centro de Apoio Operacional de Combate aos Crimes Contra o Agronegócio (CAOAGRO) e do Serviço Aeropolicial (SAER) por parte da Polícia Civil, de guarnições Patrulhamento Tático, do Canil, das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (ROCAM) e do Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BAPM) da Polícia Militar, do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE), da Diretoria de Segurança e Operações (DSO) com o Grupo Tático de Intervenção (GTI), o Núcleo de Operações Táticas (NOT) a Diretoria de Operações com Cães (DOC) além da Diretoria de Inteligência, todas estruturas da Polícia Penal, inclusive da Divisão de Busca e Recaptura (RECAP) e guarnições do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.
Fora do Estado, em apoio ao cumprimento das ordens judiciais, atuam os GAECO dos Ministérios Públicos e as forças de segurança do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
No Paraná, agentes foram alvos de disparos durante a intervenção realizada na região do estado vizinho. Os suspeitos abriram fogo contra os policiais ao perceber a presença da equipe, dando início a um confronto armado.
Diante da injusta agressão, o Batalhão de Policia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE), que prestava apoio ao Gaeco do Paraná, reagiram para conter a ação dos criminosos e garantir a segurança da operação, que tem como objetivo combater a atuação da facção criminosa. A troca de tiros mobilizou diversas equipes de apoio e reforçou a gravidade da resistência e alta periculosidade apresentada pelos suspeitos, sendo que um deles morreu no confronto. O suspeito, integrante da facção, efetuou disparos contra os policiais fazendo uso de pistola com seletor de rajada.
Os materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina, que realizará os exames periciais necessários, assegurando a preservação da cadeia de custódia e a integridade das evidências para fins de prova. Após confecção de laudos periciais, as evidências serão analisadas pelo GAECO para dar continuidade às investigações vinculadas à 39ª Promotoria de Justiça da Capital.
A investigação tramita em sigilo. Assim que houver publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.




