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30/07/2026A superlotação na rede hospitalar pública de Joinville foi o tema central dos debates da reunião da Comissão de Saúde realizada nesta quarta-feira (29). A discussão, proposta pelo vereador Henrique Deckmann (MDB), abordou a capacidade máxima de atendimento alcançada pelas unidades do município, os planos de expansão do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o cenário das filas cirúrgicas.
Durante o encontro, o vereador Pastor Ascendino Batista (PSD) ressaltou a urgência de ampliar a infraestrutura hospitalar e defendeu uma cobrança mais ostensiva ao Governo do Estado de Santa Catarina. “Cem leitos era o mínimo para podermos atender adequadamente a população. Precisamos começar a cobrar do Governo do Estado essa necessidade. Agora é o momento de cobrar, nós temos o espaço, não é algo tão difícil, é vontade política”, afirmou Ascendino.
A gestão do Hospital Municipal São José (HMSJ) apresentou os dados operacionais da instituição. Segundo os números detalhados pela unidade, o hospital contabilizou mais de 197 mil atendimentos ao longo de 2025. No setor de pronto-socorro, o fluxo mensal atingiu a marca de 6 mil a 7 mil atendimentos por mês e a tendência aponta para um crescimento continuado no volume de pacientes ao longo de 2026.
Para conter a superlotação e melhorar a resposta aos casos graves, representantes do São José informaram que há um planejamento em andamento para a ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O espaço físico destinado às novas vagas já se encontra em fase de reformas. A comissão também analisou a fila de procedimentos eletivos no município. O balanço do panorama cirúrgico apontou um total de 1.308 procedimentos em espera, acendendo o alerta dos vereadores sobre a necessidade de agilizar os fluxos de agendamento e execução de cirurgias.
Representando a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES-SC), a gerente regional Graziela Vieira apresentou a radiografia da oferta de leitos na região e no estado. Atualmente, Santa Catarina conta com 18.961 leitos, sendo 71,18% voltados ao SUS. Do total regional sob análise, 921 são leitos SUS e 444 pertencem à rede privada.
A gestora destacou que manter o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) permanentemente atualizado pelas instituições é fundamental para manter o controle preciso dos dados e permitir um planejamento eficiente das políticas públicas.
Graziela argumentou ainda que Joinville historicamente absorvia a demanda de várias especialidades médicas procedentes de municípios vizinhos, como Jaraguá do Sul, Mafra e cidades do Vale do Itapocu. Segundo a gerente, o Estado tem atuado para especializar os serviços de saúde nessas regiões vizinhas com o objetivo de descentralizar o fluxo e aliviar a pressão sobre os hospitais joinvilenses.




