Operação Sem Desconto: advogado alvo da PF é “amigo” de Flávio Bolsonaro

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A Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira (4), mandados de busca e apreensão para apurar suposta prática do crime de lavagem de dinheiro entre os fatos investigados na Operação Sem Desconto, que apura os descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e no Maranhão.

Entre os alvos investigados nessa fase está o advogado Willer Tomaz. Dono do escritório Advogados Associados, ele é conhecido por sua forte influência política na capital federal, sendo próximo e até amigo pessoal de políticos, entre eles o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro, a quem costuma acompanhar em agendas e viagens privadas.

Outra figura proeminente de quem Willer é próximo, é o senador Weverton Rocha (PDT-MA), também investigado pela Operação Sem Desconto.

Em 2017, o advogado chegou a ser preso preventivamente pela Polícia Federal sob acusação de obstrução de justiça em desdobramentos da Operação Greenfield. Contudo, a denúncia contra ele foi rejeitada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) anos depois por falta de provas.

As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.

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