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18/08/2026O andamento da construção da Ponte Joinville foi tema de debate nesta terça-feira (18), na Comissão de Urbanismo da Câmara de Vereadores de Joinville. A reunião contou com a presença do secretário de Infraestrutura Urbana (Seinfra), o engenheiro Jorge Luiz Correa de Sá, além do diretor-executivo Paulo Mendes Castro, e colocou frente a frente representantes jurídicos da Álya Construtora (empreiteira responsável pela obra) e da Destaca Engenharia(subcontratada prestadora de serviços).
O encontro ocorreu um dia após vistoria realizada pela Seinfra em conjunto com a Secretaria de Comunicação (Secom) para averiguar o canteiro de obras e registrar a evolução dos trabalhos. Segundo a pasta de Infraestrutura, a iniciativa visa garantir total transparência no acompanhamento público do projeto.
Desentendimento
A tensão na reunião concentrou-se na disputa contratual e financeira entre as duas empresas privadas envolvidas na execução de frentes de trabalho do empreendimento.
O advogado da Álya Construtora, José Walter, afirmou que a empresa foi surpreendida no dia 5 de agosto com o abandono das atividades por parte da Destaca. De acordo com a Álya, os serviços prestados pela subcontratada representam cerca de 10% do volume total do projeto.
Walter refutou publicações veiculadas na imprensa sobre atrasos de pagamentos por parte da Álya e sustentou que não há pendências financeiras em relação às obrigações do contrato assinado. Ele frisou que a controvérsia diz respeito a uma relação de natureza privada, sem qualquer prejuízo direto ao contrato firmado entre a construtora e a Prefeitura de Joinville, e que a Álya atua para regularizar totalmente a situação operacional até o fim deste mês.
Por outro lado, o advogado da Destaca, Jorge Lacerda, contestou a versão de abandono e afirmou que houve, na verdade, uma paralisação e suspensão dos serviços decorrente de frustradas tentativas de acordo que se arrastam há mais de seis meses. Lacerda alegou que a Prefeitura vinha mantendo os repasses em dia para a Álya e que a Destaca executou suas medições, mas não recebeu o devido valor, estimando um saldo devedor pendente em cerca de R$ 15 milhões.
A Destaca declarou ter proposto a realização de uma perícia judicial em Joinville para arbitrar a dívida, com o compromisso de retomar as atividades caso houvesse pactuação. No entanto, segundo Lacerda, a proposta não teve prosseguimento amigável e culminou com a retirada dos funcionários e equipamentos do local, além de uma disputa judicial pela posse do maquinário, devolvido recentemente com avarias.
Prazo e cronograma
Durante a sessão, o presidente da comissão, vereador Lucas Souza, questionou se o imprevisto entre as empresas e os entraves operacionais podem impactar o prazo final de entrega da ponte, fixado recentemente em outubro de 2027.
Em resposta, o representante da Álya Construtora destacou que contratempos e adequações técnicas são comuns em intervenções viárias de grande porte, mas enfatizou que a empresa manterá todos os esforços para cumprir o cronograma pactuado e evitar novos impactos no prazo de entrega da obra.




