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06/10/2026Morreu na tarde desta terça-feira (6), na cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro, o pintor joinvilense Juarez Machado, 85 anos. O artista enfrentava problemas de saúde nos últimos anos, que o obrigaram a retornar ao Brasil depois de décadas morando em Paris, na França, onde mantinha um ateliê, no bairro boêmio de Montmartre.
A notícia foi confirmada em nota nas redes sociais do Instituto Internacional Juarez Machado, que publicou: “Joinvilense de nascimento e cidadão do mundo por vocação, Juarez Machado construiu uma trajetória singular nas artes, reconhecida no Brasil e no exterior. Sua obra foi marcada pela sensibilidade, pelo humor e pelo olhar atento ao cotidiano. Emocionou diferentes gerações e levou o nome de Joinville a públicos de vários países. Informações sobre despedida e homenagens serão divulgadas oportunamente pelos canais oficiais do Instituto.”
Liliana Cabral, proprietária da Galeria Artestil, em Curitiba, que representava atualmente o artista, enviou a seguinte mensagem ao Grands Por Bessa: “É com profunda dor que nos despedimos de Juarez Machado. Para nós, e para tantos que tiveram a oportunidade de conhecê-lo, parte essencial da história da arte brasileira se despede hoje. Juarez não foi apenas um grande artista. Foi um artista que criou um universo próprio, que levou o olhar brasileiro para o mundo e deixou, em cada obra, um pouco de sua maneira única de enxergar a vida. Sua arte permanece. Seu traço permanece. Sua história permanece. Descanse em paz, Juarez Machado.”
Formado na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), em Curitiba, Juarez Machado fez parte da geração de pintores como João Osório Brzezinski e Fernando Velloso, nos anos 1960. Da capital paranaense foi para o Rio Janeiro e, na sequência, para Paris. O pintor tinha uma personalidade excêntrica, tanto na maneira de agir como de se vestir.




