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10/10/2026
Ato pela reeleição de Lula leva milhares à Avenida Paulista
12/10/2026O presidente Lula transformou o revés do primeiro turno em confronto direto com o programa econômico do senador Flávio Bolsonaro. Nas redes sociais, ele amarra o “tesouraço” prometido pelo adversário a cortes em programas sociais, construção de moradias e merenda escolar.
A conta chega à mesa das famílias. O Bolsa Família cobre cerca de 20 milhões de famílias, a merenda escolar serve dezenas de milhões de estudantes da rede pública e a construção de moradias sustenta obras em todo o país.
A campanha refeita em uma semana
Lula cobrou mais da própria equipe e mexeu no comando. “Acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade; poderíamos ter feito mais. Disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que participei desde 1989”, afirmou o presidente na quarta-feira (7), em plenária com congressistas jovens do PT, em Brasília, referindo-se a Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha.
A coordenação ganhou três reforços com vitória própria nas urnas. Camilo Santana, senador e ex-governador do Ceará, Rui Costa, ex-governador da Bahia e senador eleito, e Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí, passaram a dividir o trabalho com Edinho Silva: Camilo na coordenação política, Rui Costa na agenda e Fonteles na comunicação.
A desconstrução de Flávio vira o eixo
A comunicação mudou de tom na mesma semana. Marqueteiros indicados por políticos que cresceram nas urnas deste ano trocaram a biografia e os temas institucionais pela desconstrução do adversário.
Lula passou a gravar e publicar com o próprio celular. Em uma das publicações, afirma que o tesouraço cortará programas sociais, moradias e merenda escolar. Em outro vídeo, diz que “com Flávio, o crime organizado tomará conta do Brasil”, segundo transcrição do Diário do Nordeste. Os ministros Nunes Marques e André Mendonça, do TSE, mandaram apagar um dos vídeos da campanha e um de Janja Lula da Silva, por considerarem as afirmações sem respaldo factual.
O que a tesoura encontra pela frente
O tesouraço não é figura de linguagem. O plano econômico que Flávio Bolsonaro apresentou na campanha prevê corte de gastos, o fim da reeleição e um pacote de emendas constitucionais.
A aritmética do Congresso limita qualquer tesoura desse tamanho. Uma emenda à Constituição exige 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores, em duas votações separadas.
O aviso mais duro para o governo veio das urnas. Flávio Bolsonaro chegou ao segundo turno na frente, com a plataforma do corte nas mãos, e a votação de 25 de outubro decide se o eleitor prefere a tesoura anunciada ou a proteção que Lula agora defende item por item.




