Governo de Santa Catarina recua e adere ao Pacto Nacional contra Feminicídios

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Depois da decisão do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), de não aderir ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que inseriu o estado no centro de um debate que extrapola disputas partidárias e exige responsabilidade institucional diante de um problema estrutural e persistente no país: a violência letal contra mulheres, o Governo de Santa Catarina recuou e confirmou a adesão ao Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa que reúne os três Poderes da República no combate à violência contra as mulheres.

Segundo o Governo de SC, a confirmação ocorreu após representantes do Executivo catarinense participarem, na semana passada, de agenda no Ministério das Mulheres, em Brasília.

Como justificativa, a gestão estadual havia afirmado que SC já conta com protocolos e procedimentos próprios, consideradas eficientes no enfrentamento da violência de gênero, o que tornaria desnecessária a adesão ao programa federal. No entanto,  o estado registrou 52 feminicídios consumados, o que representa uma média de uma morte de mulher por semana ao longo de 2025.

No estado, 82 municípios catarinenses registraram ocorrências, ou seja, 27% das 295 cidades.

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