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14/02/2026Colonos e soldados israelenses realizaram ataques generalizados contra cidades palestinas da Cisjordânia nesta sexta-feira (13) resultando em prisões, dezenas de feridos e a destruição de terras agrícolas e propriedades. Os colonizadores dispararam munição real e gás lacrimogêneo contra palestinos perto de Talfit e Qusra, ao sul de Nablus, ferindo pelo menos um homem.
Perto de Ramallah, em Turmus Aya, colonizadores derrubaram cerca de 300 oliveiras e arrasaram terras agrícolas, enquanto forças militares invadiram casas na vila e prenderam várias pessoas. Na mesma área, os militares invadiram Deir Ghassaneh e Beit Rima, enquanto forças também atacaram várias cidades perto de Jenin, incluindo Jaba, Siris e Meithalun.
Colonizadores invadiram a reunião de Khillet as-Sadrah perto da cidade de Mikhmas, a nordeste de Jerusalém ocupada. Os assentamentos judaicos na Cisjordânia, onde vivem os colonizadores, são considerados ilegais segundo a lei internacional.
Anexação ilegal
Na quarta-feira (11), o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, lamentou que os planos de Israel para fortalecer seu controle na Cisjordânia ocupada, que abrem caminho para uma maior expansão dos assentamentos, representam um passo rumo ao reforço da anexação ilegal.
As novas medidas israelenses para a Cisjordânia, anunciadas neste fim de semana e condenadas internacionalmente, podem, segundo analistas, acelerar a anexação do território ocupado, facilitar a compra de terras por colonos e deslocar a população palestina para enclaves urbanos.
“Se essas decisões forem implementadas, sem dúvida acelerarão a desapropriação dos palestinos e seu deslocamento forçado, e levarão à criação de novos assentamentos israelenses ilegais”, afirmou Volker Türk em um comunicado.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pediu na quarta-feira, em Oslo, uma “resposta decisiva” dos Estados Unidos e da comunidade internacional após a aprovação das medidas pelo gabinete de segurança israelense.
Abbas afirmou ter conversado com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, sobre essa decisão, assim como sobre a violência dos colonos israelenses e o congelamento, por Israel, de US$ 4 bilhões (R$ 20,8 bilhões) em ajuda destinada ao povo palestino.
“Essas graves violações exigem uma resposta firme da administração dos EUA e da comunidade internacional, pois dificultam os esforços do presidente Trump e constituem uma violação do direito internacional”, disse à imprensa.
As novas medidas facilitam a compra de terras por colonos israelenses ao revogar uma lei de décadas que proibia judeus de comprar terras diretamente na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967.
Essas medidas também fortalecem o controle de Israel em partes da Cisjordânia onde a Autoridade Palestina, sediada em Ramallah, exerce poder.
As novas medidas também facilitam a administração por Israel de dois importantes locais religiosos no sul da Cisjordânia: o Túmulo dos Patriarcas, um local sagrado para as três religiões monoteístas em Hebron, e o Túmulo de Raquel em Belém.
Fonte: Brasil de Fato




