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29/07/2025Após relatos de mal odor e gosto estranho na água, a Companhia Águas de Joinville justifica que reforçou as ações de monitoramento e testes para garantir que a água permaneça potável para a população, ou seja, liberada para o consumo, sem riscos para a saúde.
Segundo a Companhia, a coleta para a análise da qualidade da água é feita em vários pontos, desde o rio, passando por testes durante o processo de tratamento, até quando a água está pronta para ser enviada para as residências, quando são analisados mais 262 pontos de residências e comércios espalhados em todas as regiões da cidade.
O engenheiro sanitarista e ambiental, Lucas Emanuel Martins, gerente de Água da Companhia, explica que os efeitos que algumas pessoas estão percebendo na água ocorrem por um processo natural e envolve microrganismos que são encontrados normalmente no rio.
“Esse gosto e odor são gerados por substâncias naturais, produzidas por microrganismos que vivem no manancial. Em algumas épocas do ano, esses microorganismos acabam se desenvolvendo de forma mais acentuada. Eles são compostos naturais que não geram nenhum risco à saúde, embora, mesmo em concentrações muito pequenas, já sejam perceptíveis para o sensorial humano”
Moradores de vários bairros reclamam da situação
“Esta é uma situação que a gente nota especificamente no rio Cubatão por uma série de fatores como o aumento da matéria orgânica, falta de chuva, incidência solar e por uma característica do rio, que em alguns pontos acaba represando um pouco. No rio Piraí, não acontece esse tipo de evento por ele ser um manancial de maior corredeira e por a captação estar mais em cima na serra”, informa Lucas.
O engenheiro diz que por se tratar de um processo natural, não há como precisar o prazo para que a situação seja normalizada. Entretanto, é importante reforçar que a qualidade da água não está alterada. “A orientação é que a água está potável, com o consumo liberado. Não há nenhum risco para a saúde da população em termos de consumo da água que está sendo fornecida pela Companhia”, reforça o gerente.
Outra dúvida apontada pela população é se o odor e gosto poderiam estar ligados às obras de modernização da Estação de Tratamento de Água (ETA) Cubatão. Sobre isso, o engenheiro informa que não há nenhum tipo de relação.
“Não há nenhuma possibilidade de estar relacionado com as obras de modernização, pois estas melhorias são na estrutura de bombeamento da estação. Além disso, essas substâncias foram encontradas no manancial, indicando que vêm anterior à própria estação de tratamento de água”, conclui Lucas.




