Servidores de Joinville definem por paralisação caso Reforma da Previdência entre em tramitação

Covid-19: Governo de SC decreta lockdown durante fim de semana
25/02/2021
Joinville terá radar meteorológico
26/02/2021
Covid-19: Governo de SC decreta lockdown durante fim de semana
25/02/2021
Joinville terá radar meteorológico
26/02/2021

 

Na noite da última quarta-feira (24),  os servidores publicos municipais de Joinville, se reuniram e definiram  manter o estado de greve. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville (Sinsej),  a categoria vai paralisar os trabalhos caso o prefeito Adriano Silva (Novo), encaminhe o projeto de Reforma da Previdência para a Câmara de Vereadores. “Assim que o projeto iniciar sua tramitação nas comissões, a categoria irá paralisar as atividades e realizar uma grande assembleia em frente à Câmara de Vereadores deixando claro que não aceitaremos o fim da nossa aposentadoria”, declarou a presidente do Sinsej Jane Becker. Além disso, os servidores presentes definiram pela intensificação da luta por concurso público.

A assembleia também deliberou por manter o posicionamento contrário à cobrança injusta das horas negativas geradas em função da pandemia entrando com uma ação judicial conjunta contra a decisão da prefeitura.

Projeto já está na Câmara de Vereadores

Na quinta-feira (25), o prefeito enviou a projeto da reforma para a Câmara, alegando que a medida é necessária para que o município de adéque a legislação federal. Segundo Adriano, por não ter feito a reforma, Joinville não conseguiu atualizar o Certficado de Regularidade Previdenciária (CRP). Sem este documento, a cidade não pode receber recursos, repasses e emendas estaduais e federais. “Ao todo, mais de 60 obras e projetos foram diretamente afetados pela falta de CRP. Em um mês, a cidade deixou de receber R$ 1 milhão em recursos.”, explicou o prefeito.

No último balanço, realizado em janeiro de 2020, a Prefeitura devia ao Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos do Município de Joinville (Ipreville), R$ 1 bilhão em debito a ser pago até 2043. O montante é formado principalmente pelos déficits atuariais (complementos para manter o equilíbrio das contas), com outra fatia motivada pelas rolagens após o atraso no pagamento de contribuições patronais pelo Executivo.

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *