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Comparação com salários pagos por outras empresas, meritocracia e retenção de talentos foram as razões que embasaram o conselho administrativo da Companhia Água de Joinville (CAJ) a aprovar o pagamento de gratificação aos diretores da companhia, vinculada ao Programa de Participação de Resultados (PPR), soma que poderia chegar a quase R$ 134 mil. No caso do diretor-presidente, o valor seria ainda maior, chegando a R$ 170 mil. As justificativas foram apresentadas pelo presidente do conselho, Marcelo Hack, durante a sessão ordinária desta segunda-feira (6).
Além de Hack, o diretor-presidente da CAJ, Giancarlo Schneider, foi ouvido pelos vereadores no plenário da CVJ. Os representantes da CAJ participaram do encontro a partir de um requerimento aprovado pelos vereadores na semana passada. Entre os motivos citados para a aprovação do requerimento, os parlamentares citaram que a sociedade estaria revoltada com a decisão da empresa, que poderia pagar, com as gratificações, até R$ 170 mil mensais para ocupantes de postos de comando da empresa.
Na quinta-feira da semana passada (2), o conselho de administração da CAJ decidiu recuar na criação da gratificação.
Explicações

A partir da apresentação dos vereadores sobre as razões que motivaram o convite aos representantes da Águas, Giancarlo teve tempo livre para expor seus argumentos. Entretanto, o diretor-presidente dedicou sua fala para explicar as melhorias em processos adotadas pela CAJ.
Coube a Marcelo Hack explicar a aprovação do pagamento de gratificações. O presidente do conselho contou que uma pesquisa de mercado teria demonstrado que empresas do mesmo setor da CAJ pagariam salários melhores que a empresa pública joinvilense. Para não aumentar salários, segundo Hack, o conselho então entendeu que a remuneração variável seria a forma mais sensata de fazer a retenção dos talentos da empresa.
Hack ainda justificou que a empresa determinou metas agressivas que elevariam a empresa a níveis internacionais e que, conforme as metas, se o cliente da CAJ não estivesse satisfeito com a empresa, presidente, diretores e funcionários não teriam direito às bonificações.
Hack afirmou que o prefeito Adriano Silva (Novo) aprovou a remuneração global prevista pelo conselho, ainda que não a divisão interna dos valores, que caberia à empresa.




