Ataques em duas escolas do Espírito Santo deixa três mortos e vários feridos

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Duas escolas do muniípio de Aracruz, no estado do Espírito Santo,  foram alvos de ataques na manhã desta sexta-feira (25). Segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado, duas professoras e um estudante morreram.

Os ataques foram realizados por um homem armado com uma pistola, usando roupa camuflada e uma máscara de caveira. Os crimes aconteceram por volta das 10 horas.
Por nota, a Prefeitura de Aracruz, através da Secretaria Municipal de Educação (Semed), informou que a ação de violência ocorreu em uma Escola da Rede estadual, a EEEFM Primo Bitti, e na escola particular, Centro Educacional Praia de Coqueiral (CEPC).

O suspeito chegou ao local a bordo de carro no modelo Renault Duster, cor dourada e com as placas cobertas. Ele entrou, primeiro na escola estadual, onde atirou contra professores. Duas pessoas morreram.

Em seguida, ele entrou no carro e se dirigiu para a escola particular, onde entrou correndo e efetuou diversos disparos. Um estudante morreu. Os feridos estão foram conduzidos para hospitais de Vitória.  De acordo com as informações iniciais, os mortos seriam dois professores da escola estadual e um aluno do sexto ano da escola particular.

Suspeito preso

O suspeito de matar três pessoas e deixar outras 11 feridas em ataques a tiros a duas escolas em Aracruz, na região Norte do Estado, foi preso no início da tarde. A informação foi confirmada pelo capitão Alexandre, do 5º Batalhão da Polícia Militar.

A Prefeitura de Aracruz informou que as aulas em todas as escolas da Rede Municipal estão suspensas nesta sexta-feira (25), atendendo orientação da Polícia Militar

Governador envia secretários ao local

Após as primeiras informações sobre os ataques registrados em escolas  no norte do Espírito Santo, o governador Renato Casagrande determinou que os secretários de Segurança Pública e Educação se desloquem até a cidade para acompanhar a apuração dos fatos.

Em comunicado à imprensa, a assessoria de Renato Casagrande informou que o governador vai retornar de São Paulo, onde se encontra para uma agenda nacional, e, em seguida vai para Aracruz.

Relatos de pais e vizinhos das escolas atacadas 

Uma vizinha da escola que mora na região há mais de 40 anos contou que nunca imaginou presenciar algo semelhante. A  mulher disse que levou algumas crianças para casa para ajudar e acolher no momento de tensão após o tiroteio.

“Eu achei que era um acidente. Próximo tem um morro e sempre as crianças caem de bicicleta. Nunca imaginei que seria um tiroteio. Quando cheguei aqui e vi as meninas se jogando pela janela do muro, eu entrei em pânico. O que eu fiz foi abraçar, acolher, gritar, entrar em pânico. Levei algumas para minha casa, fiz uma água com açúcar”, disse.

A mãe de um jovem de 15 anos que estuda na escola particular alvo dos criminosos, a mulher contou que, segundo o filho, os estudantes estavam no momento do intervalo quando o ataque ocorreu.

“Eu acabei de buscar ele na casa de um colega, para onde ele foi depois que saiu da escola. Ele contou que algumas crianças estavam no pátio da escola, porque era hora do intervalo. Após saberem do ocorrido, os alunos saíram correndo”, disse.

O pai de uma das alunas das escolas disse que a filha também não entendeu, no primeiro momento, o que estava acontecendo.

“Ela contou que ouviu vários estalos. achou que era uma bombinha. Eles mesmo não sabiam o que estavam acontecendo. Quando perceberam que era grave, correram para uma praça. Todo mundo pulou o muro da escola”, contou.

Muito emocionado, o pai de um dos alunos contou que a filha saiu pela janela da escola para fugir do local. A menina, no momento do ocorrido, não tinha noção do que estava acontecendo.

“Ela contou que ouviu vários estalos. Achou que era uma bombinha. Eles mesmo não sabiam o que estavam acontecendo. Quando perceberam que era grave, correram para uma praça. Todo mundo pulou o muro da escola”, contou.

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