GAECO deflagra que apura entrada irregular de smartwatches no sistema prisional de Joinville

PUBLICAÇÕES LEGAIS – DIÁRIO DE JOINVILLE
21/04/2026
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21/04/2026

Na manhã desta quarta-feira (22), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou a Operação Cavalo de Tróia, em apoio à investigação conduzida pela 13ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville. A ação tem como objetivo coletar provas que confirmem a participação de pessoas envolvidas na entrada de cinco relógios inteligentes (smartwatches) no Complexo Penitenciário de Joinville.

Na ação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas contra os investigados. Além disso, uma pessoa foi presa em flagrante com medicamentos de origem estrangeira e sem registro na ANVISA. A operação contou com a participação de policiais do GAECO e com o apoio externo do 1º Batalhão de Pronta Resposta (BPR) de Joinville e da Polícia Penal.

A investigação, que iniciou a partir de informações da Direção da Unidade Prisional, compartilhadas com a 13ª Promotoria de Justiça, demonstrou que um  advogado atuou com outras pessoas para inserir no Complexo Penitenciário de Joinville os relógios inteligentes. Os dispositivos eram utilizados pelos internos do sistema prisional como telefone.

De acordo com a investigação, o advogado fez uso indevido de suas funções e prerrogativas para acessar a unidade e deixar escondido dentro da sala da OAB, os dispositivos que seriam posteriormente recolhidos por presos “regalia” e distribuídos para outros detentos.

As atividades investigativas revelaram que o advogado possuía uma sócia e que juntos, atuavam como “sintonia”, transmitindo recados da organização criminosa entre seus membros ou fazendo uso de suas prerrogativas para permitir a conversa entre os apenados. Foi possível apurar que o investigado contava ainda com o apoio de um policial militar, que repassava informações sigilosas dos sistemas de informação de segurança pública.

Os materiais de relevância investigativa apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica para perícia. Essas evidências serão analisadas pelo GAECO para dar prosseguimento a investigação, identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração de eventual rede criminosa.

A investigação tramita em sigilo e, assim que houver a publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.

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