
PF faz operação contra esquema de contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro
09/06/2026
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09/06/2026Na manhã desta terça-feira (9), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em apoio ao GAECO do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), participou da deflagração da Operação Boi Fantasma, que apura a atuação de uma organização criminosa que realiza o comércio de gado inexistente, com o objetivo de simular negócios lícitos e dessa forma operar na lavagem de dinheiro.
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro de Porto Alegre, e no território, catarinense cumpridos nos municípios de Joinville e Palhoça.
A Operação Boi Fantasma integra uma ação do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público brasileiro, que tem como finalidade combater facções em todo o país.
A investigação identificou uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 100 milhões com uso de propriedades rurais arrendadas e transações fictícias. O trabalho revelou um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, no qual o grupo, de até 25 pessoas, simulava atividade agropecuária para ocultar recursos ilícitos. Para isso, arrendou duas propriedades rurais e utilizou “laranjas” para emissão de notas fiscais e Guias de Trânsito Animal (GTAs), sem qualquer movimentação real de rebanho.
Monitoramentos, inclusive com uso de drones, confirmaram a inexistência de gado nas áreas investigadas, apesar da intensa movimentação documental. O esquema era comandado por um traficante que atuava de dentro de um presídio, sempre com divisão organizada de tarefas entre familiares e terceiros, responsáveis pela movimentação financeira, ocultação patrimonial e emissão de documentos.
Somente cinco integrantes do núcleo principal movimentaram cerca de R$ 24,8 milhões, especialmente nos últimos dois anos. Parte dos valores foi direcionada a plataformas de apostas, inclusive fora do estado, como etapa final de dissimulação dos recursos ilícitos.
A apuração dos fatos tramita em sigilo e, assim que houver a publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.
GAECO
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.




