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19/06/2026O inverno inicia oficialmente neste domingo (21), às 05h24 (horário de Brasília). No entanto, os últimos dias já têm apresentado características típicas da estação, com sensação de frio durante as manhãs em todas as regiões de Santa Catarina. Nas áreas mais elevadas da Serra Catarinense, como nos municípios de São Joaquim, Bom Jardim da Serra e Urupema, as temperaturas chegaram a valores negativos neste final de outono.
Onda de frio na primeira semana de inverno
Apesar do frio já ser marcante em todas as regiões do estado, o inverno deve começar com uma queda das temperaturas ainda maior.
Entre a sexta-feira (19) e o sábado (20), a passagem de uma frente fria favorece o retorno da chuva ao estado catarinense, o que mantém as temperaturas baixas inclusive durante as tardes.
O primeiro dia do inverno , no domingo (21), será marcado por temperaturas baixas durante a manhã em Santa Catarina. Ao longo da tarde,os termômetros sobem gradualmente , proporcionando sensação mais amena em grande parte do estado.
No entanto, o frio volta a ganhar força entre segunda-feira (22) e a terça-feira (23), com a passagem de uma nova frente fria que provoca aumento da nebulosidade e chuva em Santa Catarina. Na sequência, uma intensa massa de ar polar avança sobre o Sul do Brasil e se estabelece sobre o estado.
Durante a passagem da frente fria, especialmente entre a noite de segunda-feira e a terça-feira, há condições para ocorrência de precipitação invernal, de forma pontual, nas áreas mais elevadas do Planalto Sul, devido à combinação entre a umidade associada às instabilidades e a entrada do ar frio intenso. A precipitação invernal engloba diferentes tipos de ocorrência associados às baixas temperaturas, como neve, chuva congelada e chuva congelante
Ao longo da primeira semana da estação, deve-se configurar uma onda de frio em Santa Catarina, com registros de temperaturas negativas desde o Oeste até os Planaltos. No Alto Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis Serrana, as temperaturas mínimas devem se aproximar de 0°C. No Litoral, as mínimas podem marcar valores abaixo dos 5°C.
Como será o inverno de 2026?
Climatologicamente, o inverno é a estação mais fria e seca do ano em Santa Catarina. São comuns as manhãs com temperaturas baixas, formação de geada nas áreas mais frias, além da ocorrência de nevoeiros durante as primeiras horas do dia.
Para 2026, com o estabelecimento do fenômeno El Niño, o comportamento da estação pode apresentar algumas diferenças em relação ao padrão esperado normalmente. Embora as massas de ar frio continuem atuando sobre a região, a tendência é que os episódios de frio intenso sejam menos frequentes e menos persistentes ao longo da estação.
Além disso, os modelos climáticos indicam precipitação acima da média para o período, com maior frequência de dias chuvosos a partir de meados de julho, inclusive com possibilidade de ocorrência de tempestades severas, acompanhadas de ventos fortes e granizo. No entanto, é importante destacar que, por se tratar de uma estação naturalmente mais seca, a previsão de chuva acima da média não representa, necessariamente, um aumento significativo no risco de impactos ou desastres. Os efeitos mais expressivos do El Niño costumam ocorrer durante a primavera, especialmente entre os meses de outubro e novembro.
Cuidados no inverno
Entre os riscos meteorológicos mais relevantes do inverno estão os episódios de frio intenso, que podem agravar doenças respiratórias e cardiovasculares, especialmente entre grupos mais vulneráveis.
O período também exige atenção no trânsito, principalmente nas regiões serranas e áreas sujeitas à formação de nevoeiros. Esses fenômenos reduzem significativamente a visibilidade e aumentam o risco de acidentes. Em situações de frio intenso, pode ocorrer congelamento da pista, tornando as condições de tráfego ainda mais perigosas. Um dos locais onde esse tipo de ocorrência é mais frequente é a Serra do Rio do Rastro, que eventualmente pode ter o tráfego restringido para garantir a segurança dos usuários.
Também são comuns durante o inverno a formação e a passagem de frentes frias e ciclones extratropicais, sistemas que favorecem a agitação marítima ao longo do litoral catarinense. Por isso, o acompanhamento das condições do mar e da altura das ondas é fundamental para quem realiza atividades de navegação e pesca.




