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Explosões foram ouvidas sobre Tel Aviv e Jerusalém enquanto sirenes soavam na noite desta sexta-feira (13) (horário local), em Israel, após o que o porta-voz militar do país disse ser o disparo de mísseis do Irã.

A agência de notícias estatal do Irã, IRNA, disse que centenas de mísseis balísticos foram lançados em retaliação aos maiores ataques já realizados por Israel contra o Irã, explodindo a enorme instalação nuclear subterrânea iraniana em Natanz e eliminando seus principais comandantes militares.

Não houve relatos imediatos de mortos ou feridos.

Ao cair da noite desta sexta-feira, a mídia iraniana relatou explosões nos arredores norte e sul de Teerã e em Fordow, perto da cidade sagrada de Qom, uma segunda instalação nuclear que não havia sido atingida na primeira onda de ataques.

As defesas aéreas foram ativadas em Teerã e explosões puderam ser ouvidas em Isfahan.

Atmosfera

Duas fontes regionais disseram que pelo menos 20 comandantes militares iranianos foram mortos. O Irã afirmou que seis de seus principais cientistas nucleares foram mortos.

Entre os generais mortos estão o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Major-General Mohammad Bagheri, e o chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami.

O major-general Mohammad Pakpour, rapidamente promovido para substituir Salami como comandante da Guarda, prometeu retaliação em uma carta ao Líder Supremo lida na televisão estatal: “As portas do inferno se abrirão para o regime que mata crianças”.

Os iranianos descreveram uma atmosfera de medo e raiva, com algumas pessoas correndo para trocar dinheiro e outras procurando uma maneira de deixar o país em segurança.

“As pessoas da minha rua saíram correndo de suas casas em pânico, estávamos todos aterrorizados”, disse Marziyeh, de 39 anos, que foi acordada por uma explosão em Natanz.

Enquanto alguns iranianos esperavam discretamente que o ataque levasse a mudanças na liderança clerical linha-dura do Irã, outros prometeram apoiar as autoridades.

“Lutarei e morrerei por nosso direito a um programa nuclear. Israel e seus aliados norte-americanos não podem tirá-lo de nós com esses ataques”, disse Ali, membro da milícia Basij, pró-governo, em Qom.

A mídia iraniana mostrou imagens de blocos de apartamentos destruídos e disse que cerca de 80 civis foram mortos nos ataques que tiveram como alvo cientistas nucleares em suas camas e feriram mais de 300 pessoas.

A capacidade do Irã de retaliar com armas disparadas por seus representantes regionais foi bastante reduzida no último ano, com a queda de seu aliado Bashar al-Assad na Síria e a dizimação do Hezbollah, no Líbano, e do Hamas, em Gaza.

Israel disse que um míssil disparado do Iêmen, cuja milícia Houthi é um dos últimos grupos alinhados ao Irã ainda capazes de disparar contra Israel, havia caído em Hebron, na Cisjordânia ocupada. O Crescente Vermelho Palestino disse que três crianças palestinas foram feridas por estilhaços no local.

O preço do petróleo bruto saltou devido a temores de ataques retaliatórios mais amplos em uma importante região produtora de petróleo, embora não tenha havido relatos de que a produção ou o armazenamento de petróleo tenham sido danificados. A OPEP disse que a escalada não justifica nenhuma mudança imediata no fornecimento de petróleo.

Autoridades israelenses afirmaram que pode levar algum tempo até que fique clara a extensão dos danos à instalação nuclear subterrânea de Natanz, onde o Irã refinou o urânio a níveis que países ocidentais dizem ser adequados para a confecção de uma bomba e não para uso civil.

O Irã tem insistido que seu programa nuclear é apenas para fins civis.

O órgão de vigilância nuclear da ONU concluiu nesta semana que o Irã estava violando suas obrigações segundo o tratado global de não proliferação.

 

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