Juros pagos pelos bancos paralisam as vendas de imóveis na planta

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Em poucos meses a taxa paga nas aplicações bancárias saltou mais de 400%. Hoje, se pode obter rendimentos com a segurança dos grandes bancos, que até pouco tempo eram impensáveis.

 

Segundo a rentabilidade dos investimentos disponíveis no mercado financeiro, todo e qualquer investimento, como por exemplo o CDB e outros que estiverem atrelado ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que oscila conforme a taxa Selic, seguem a tendencia de alta. Para se ter uma ideia, em janeiro de 2021, o CDI tinha uma taxa mensal de 0,15%. Em janeiro desse ano, o percentual saltou para 0,73% ao mês. Hoje, as aplicações podem superar facilmente a taxa de 13% ao ano.

Fazendo as contas

Com as taxas de juros em elevação, podendo em março, chegar a 15% ao ano, um investmento inicial de R$ 400 mil, após três anos atingiria o valor de R$ 600 mil, rendimento que dificilmente seria igualado pela valorização de um imóvel na planta.

Preços dos imoveis tendem a cair

Em Joinville o preço dos imóveis na planta tem trajetória de queda. Especialistas apontam quatro razões: a quantidade excessiva de lançamentos e obras em andamentos, a queda do dólar que repercute nos materiais de construção, do ferro a tinta, já que quase tudo tem como indexador o valor do dólar, a margem aplicada pelas principais construtoras, que elevaram o metro quadrado na planta para mais de R$ 6 mil o m², o que inviabiliza o investimento para quem quer ter algum retorno acima das aplicações financeiras, e por último, as taxas de financiamentos elevadas por conta do aumento da taxa Selic.

Mesmo nos financiamentos diretos, o rumo do Custo Unitário Básico de Construção (CUB), que corrige os valores da dívida podem estar descolado da retração do mercado, indo em direção oposta.

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