Michelle Bolsonaro faz campanha pró-Ypê após Anvisa contraindicar produtos contaminados

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10/05/2026
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) compartilhou no sábado (9) um vídeo do vice-prefeito de São Paulo incentivando a população a usar produtos da marca Ypê, mesmo após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manter a recomendação para que consumidores não utilizem determinados itens da empresa por suspeita de contaminação microbiológica.

A publicação ocorreu em meio à mobilização de políticos e influenciadores bolsonaristas em defesa da marca. A Anvisa determinou a suspensão da fabricação, comercialização e distribuição de parte dos produtos. Nas redes sociais, imbecis passaram a afirmar, sem apresentar provas, que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria usando a agência para perseguir a empresa.

Mesmo após a Ypê conseguir um efeito suspensivo contra a decisão da Anvisa, o órgão sanitário reiterou a orientação de segurança. “A Anvisa recomenda que os consumidores não usem os produtos indicados, por segurança”, informou a agência. A medida foi tomada após inspeções identificarem falhas nas boas práticas de produção e a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras analisadas.

Segundo Manoel Lara, diretor do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, foram encontradas irregularidades tanto documentais quanto relacionadas à higiene e limpeza das áreas de fabricação. “De alguma forma, essas falhas poderiam estar ligadas a essa contaminação por Pseudomonas”, afirmou.

A Pseudomonas aeruginosa é considerada uma bactéria resistente a diversos antibióticos e costuma atingir principalmente pessoas imunossuprimidas ou com doenças respiratórias. Em 2024, a Organização Mundial da Saúde incluiu o patógeno na lista de microrganismos “críticos”.

A fabricante informou que manteve suspensas as linhas de produção de líquidos desde a última quinta-feira, incluindo produtos como lava-roupas, lava-louças e desinfetantes com lotes terminados em 1. Segundo a empresa, a paralisação foi mantida para acelerar as adequações exigidas pela Anvisa.

Especialistas afirmam que pessoas saudáveis dificilmente desenvolvem complicações graves em contato com pequenas quantidades da bactéria, mas reforçam que a recomendação de não utilizar os produtos suspensos deve ser mantida. Médicos também alertam para possíveis irritações na pele, olhos e vias respiratórias, especialmente em crianças, idosos e pessoas com imunidade comprometida.

Fonte DCM

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