Mulher e amante são condenados por matar homem para usufruir de seus bens em SC

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09/07/2026
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Mais de uma década após o crime, os dois acusados de matar um homem para manter um relacionamento amoroso e ter acesso ao patrimônio da vítima, foram condenados a 14 anos de prisão em regime fechado. O júri ocorreu em Garuva, no Norte catarinense, na terça-feira (7).

A acusação foi sustentada em plenário pela Promotora de Justiça Saraah Seben Fiamoncini, que demonstrou a participação dos dois réus no homicídio. Conforme a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a mulher condenada mantinha um relacionamento extraconjugal com o corréu e, juntos, eles planejaram a morte da vítima para poderem ficar juntos e ter acesso aos seus bens.

O crime ocorreu em novembro de 2012. A vítima foi atraída sob o pretexto de celebrar o aniversário do relacionamento com a companheira. O encontro, no entanto, fazia parte do plano que culminou em uma emboscada e na morte do homem.

Ao final do julgamento, ambos foram condenados por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante emboscada. A Justiça determinou o cumprimento imediato da pena e negou aos condenados o direito de recorrer em liberdade.

Alívio após tanta espera

Para Elisandra Santiago Mahl, filha da vítima, a condenação encerra uma busca que durou anos.
“Eu pedia muito pela verdade, porque meu pai foi uma pessoa correta. Eu e meu marido sempre tivemos essa convicção de que a verdade iria aparecer”, afirmou.

Segundo ela, a decisão trouxe alívio à família. “A família sai aliviada, com a sensação de dever cumprido.”

Elisandra também agradeceu o acolhimento recebido do Ministério Público e destacou a atuação da Promotora de Justiça Saraah Seben Fiamoncini.

“A Promotora Saraah foi impecável. Tivemos um atendimento humanizado, que vai além da profissão. É caráter. Ela conseguiu apresentar os fatos de forma técnica, respeitosa e sem espetáculo”, disse.

Apesar da condenação, ela afirma que o sentimento não é de comemoração. “A verdade apareceu. O motivo apareceu. A Justiça foi feita da melhor forma que poderia acontecer.”

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