
Pilotos da Voepass não relatavam falhas nas aeronaves, diz Cenipa
24/07/2026O preço das cargas de petróleo no Oriente Médio, na Europa e na África disparou nesta semana, atingindo recordes nos últimos dois meses, com algumas cotações se aproximando dos US$ 110 por barril, à medida que as interrupções no abastecimento relacionadas às guerras no Irã e na Ucrânia levaram os compradores a se apressarem para garantir suprimentos de outras fontes.

O Brent, referência global para o preço do petróleo e utilizado para precificar mais de 60% das cargas físicas de petróleo do mundo, atingiu US$ 105,70 por barril na quinta-feira (23), de acordo com dados da LSEG, o maior valor desde o final de maio, ultrapassando a marca de US$ 100 pela primeira vez desde o início de junho. Isso elevou o preço do petróleo Forties do Mar do Norte, cotado em relação ao Brent, para US$ 108,77 nesta sexta-feira (24).
Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, atacaram petroleiros no Mar Vermelho nesta semana, provocando o redirecionamento de alguns carregamentos sauditas por uma rota que contorna a África.
Isso ocorreu após o colapso de um acordo preliminar de paz entre os Estados Unidos e o Irã e o aumento das interrupções nas exportações por meio do Estreito de Ormuz.
“As questões relacionadas à oferta estão mais uma vez no centro das atenções”, disse Tamas Varga, corretor de petróleo da PVM.
Somando-se à crise no Oriente Médio, o Cazaquistão informou hoje que havia reduzido a produção de petróleo depois que supostos ataques com drones ucranianos forçaram o fechamento de seu principal terminal de exportação de petróleo CPC Blend, no Mar Negro.
A produção de petróleo do Cazaquistão caiu pela metade, para cerca de 406 mil barris por dia, segundo uma fonte.
Petróleo saudita
A crescente ameaça à segurança já forçou vários petroleiros a mudar de rota no Mar Vermelho para seguirem rumo ao norte, em direção ao Canal de Suez, mesmo com dois superpetroleiros chineses tendo saído na quinta-feira de Bab el-Mandeb em direção ao Golfo de Áden.
A Saudi Aramco ofereceu cargas adicionais de petróleo para embarque no porto egípcio de Sidi Kerir, no Mediterrâneo, de acordo com cinco fontes do setor de comercialização.
Várias refinarias asiáticas estão buscando cargas e navios que partam do porto egípcio, afirmaram operadores, o que significaria um desvio de quase um mês contornando a África em comparação com a rota habitual pelo estreito de Bab el-Mandeb.
A SK Energy, maior refinaria da Coreia do Sul, fretou um superpetroleiro (VLCC) para carregar 2 milhões de barris de petróleo de Sidi Kerir para Ulsan, na Coreia do Sul, entre 18 e 20 de agosto, a uma taxa de frete fixa de US$18,5 milhões, segundo fontes do setor de transporte marítimo. A refinaria coreana não respondeu a um pedido de comentário.
“Os compradores estão agora correndo para garantir o abastecimento, com refinarias japonesas e sul-coreanas entrando no mercado para adquirir cargas”, disse um dos operadores de uma refinaria, acrescentando que as refinarias do Norte da Ásia estão buscando petróleo da Bacia do Atlântico.




