Polícia Federal faz nova ação contra suspeitos de lavagem de dinheiro em postos

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Márcio Canella chegou a ser pré-candidato ao Senado apoiado por Flávio Bolsonaro, mas desistiu apos ser preso em flagrante na sexta fase da Operação da PF e por conta da exposição do caso e de sua ligação com a família Bolsonaro

A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (15), seis mandados de prisão preventiva contra acusados de integrar organização criminosa armada envolvida com lavagem de dinheiro em postos de combustível. Entre os alvos presos na operação estão o ex-secretário de Polícia Civil, Marcus Amim, e o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella.

Em julho, Canella foi preso em flagrante pela PF. Na sexta fase da Operação Unha e Carne, havia contra ele um mandado de busca, e os agentes encontraram um fuzil de calibre restrito em seu carro

Após o episódio, o deputado deixou a corrida ao Senado, a qual, era apoiada por Flávio Bolsonaro.  Márcio Canella decidiu tentar novamente uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A decisão se deu por conta da exposição do caso e de sua ligação com a família Bolsonaro — Rogéria Bolsonaro, ex-mulher de Jair e mãe de Flávio, Eduardo e Carlos, seria sua suplente na disputa ao Senado.

A Justiça também determinou o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e valores e suspensão das atividades econômicas de 112 empresas suspeitas de integrarem o esquema de lavagem de dinheiro. Os mandados estão sendo cumpridos na capital fluminense e em mais seis municípios do estado.

Entre as empresas suspeitas de lavagem de dinheiro estão 96 postos de combustível. De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo, que contaria com a participação de policiais civis, é suspeito de movimentar mais de R$ 7,6 bilhões.

Além dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa armada, os acusados respondem por corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações.

A ação desta quinta-feira é parte da oitava fase da Operação Unha e Carne, que já tinha prendido Canella em julho deste ano, na sexta etapa. Amim também foi alvo daquela fase da Unha e Carne. A operação conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil.

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