Policial militar suspeito de matar ex-companheira é preso preventivamente

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O cabo Policial Militar,  Orlando Seara da Conceição Júnior, suspeito de ter assassinado a ex-companheira, Alessandra Abdalla, na manhã de quinta-feira (24), em Florianópolis, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva após manifestação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em audiência de custódia realizada no final da tarde desta sexta-feira (25).

Para o Promotor de Justiça André Otávio Vieira de Mello, titular da 36ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, a prisão preventiva tem como fundamento a ordem pública, conveniência da instrução criminal e garantia da aplicação da lei penal. Em função disso, se manifestou pelo deferimento do pedido feito pela Autoridade Policial e a Justiça atendeu ao pedido.

O crime foi praticado por volta das 7h30 de quinta-feira, após a vítima descer do ônibus para à creche na qual trabalhava como professora no bairro Tapera. Ela teria sido abordada e discutido com o ex-companheiro, que sacou a arma e a matou.

“Todos os dias um número significativo de mulheres, jovens e meninas são submetidas a alguma forma de violência no Brasil: assédio, exploração sexual, estupro, tortura, violência psicológica, agressões por parceiros ou familiares, perseguição. Os autores nutridos por mecanismos conscientes e inconscientes de raiva, intolerância, agressividade e inaptidão social, movidos pela patologia do apego, praticam crimes diversos”, ressaltou o Promotor de Justiça.

Vieira de Mello apresentou dados que demonstram a gravidade do problema no Brasil. “No mapa da violência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), número de mulheres assassinadas aumentou expressivamente no brasil. No ranking mundial do feminicídio segundo o Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos coloca o Brasil entre os cinco países, junto com El Salvador, Guatemala, Colômbia E Rússia, que estatisticamente apresentam maiores índices de feminicídio. O Cronometro da Violência Contra as Mulheres no Brasil do instituto Patrícia Galvão aponta que a cada duas horas uma mulher é assassinada. A cada dois minutos uma mulher é espancada”, finalizou

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