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02/02/2026As estruturas investigativas do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) estão atuando em auxílio às Promotorias de Justiça que trabalham no caso dos cachorros da Praia Brava, em Florianópolis. A Procuradora-Geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, instituiu um grupo de trabalho (GT) para dar suporte às investigações, contribuindo para a elucidação dos fatos.
A primeira reunião do grupo de trabalho aconteceu no dia 27 de janeiro, por conta da chegada do inquérito policial que trata da coação no curso do processo à Promotoria de Justiça no dia 26. Conduzido pela PGJ, o GT é formado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) por meio do GyberGAECO, pelos Centros de Apoio Operacional da Infância, Juventude e Educação e do Meio Ambiente e pelo Grupo Especial de Defesa dos Diretos dos Animais (GEDDA), além das Subprocuradorias-Gerais de Justiça.
“O Ministério Público tem a missão de promover justiça, e justiça significa agir dentro da lei e amealhar todas as provas para se chegar à verdade real. Estamos diante de um desafio investigativo e temos ainda muito por fazer. Por isso, colocamos à disposição das Promotorias de Justiça que atuam no caso todo o nosso aparato institucional e investigativo”, reforça a Procuradora-Geral de Justiça do MPSC.
Como está a atuação nas Promotorias de Justiça
A 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, está analisando o inquérito policial que apura a possível prática de coação no curso do processo e ameaça. Após análise do material enviado pela Polícia Civil, o MPSC poderá requisitar novas diligências, promover o arquivamento, caso não existam elementos suficientes, ou propor as medidas judiciais cabíveis ao Poder Judiciário.
Essa investigação trata exclusivamente das condutas atribuídas a adultos e não abrange ato infracional envolvendo adolescentes, que está sendo investigado em outro procedimento ainda não concluído. A 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da infância e juventude, está à espera dessa conclusão para começar a atuar. Quando chegar ao MPSC, o caso terá rito próprio, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Já a 9ª Promotoria de Justiça da Capital, também da área da infância e da juventude, instaurou na quinta-feira (29) um procedimento preparatório para notificar provedores de aplicações de internet sobre a necessidade de remover publicações e conteúdos que contenham identificação e outros dados pessoais de adolescentes supostamente envolvidos no caso da morte do cachorro Orelha. Um procedimento preparatório é uma investigação preliminar e formal que tem o objetivo de apurar indícios de irregularidade, identificar investigados ou definir o objeto de uma ação civil pública.
A Promotoria do MPSC vai acompanhar as plataformas na remoção de conteúdo gerado por terceiros e replicado em desconformidade com o artigo 143 do ECA e artigos 6º, II, e 29 da Lei 15.211/2025. Também deverão ser informadas as medidas adotadas para prevenir a circulação e replicação massiva dos conteúdos ilícitos.
Busca e apreensão
As Promotorias de Justiça também atuaram com posicionamentos favoráveis aos pedidos de busca e apreensão formulados pela Polícia Civil. No caso do procedimento que trata do possível envolvimento de adolescentes, as cautelares de busca e apreensão foram deferidas. Foram apreendidos celulares e outros equipamentos eletrônicos, que estão sendo analisados pela Polícia.
Já os pedidos feitos no inquérito que trata da possível coação no curso do processo foram indeferidos pela Justiça, mas o MPSC já recorreu e aguarda análise judicial.
Independência funcional
Os Promotores de Justiça que estão atuando no caso têm autonomia, o que é chamado de independência funcional. Trata-se da garantia constitucional que assegura a membros do Ministério Público liberdade técnica para atuar, dentro da lei, sem estar sujeito a ordens de superiores hierárquicos ou pressões externas na condução de processos e investigações.
MPSC reforça central de denúncias
O Ministério Público de Santa Catarina tem canais abertos para denúncias sobre situações de maus-tratos aos animais. Os canais incluem o e-mail ouvidoria@mpsc.mp.br e os telefones (48) 3229-9306 e 127, das 9h30 às 19h.




