Supersalários dos titulares de cartórios são blindados pelo CNJ

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O 1º Registro de Imóveis de Joinville, somente nos primeiros seis meses de 2025, recolheu da população a soma de quase R$ 15 milhões

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, assinou uma resolução no fim de dezembro que, na prática, blinda o acesso à íntegra de informações de remuneração de responsáveis por cartórios, a ocupação mais bem paga do país.

O CNJ decidiu que apenas parte das informações financeiras de cartórios serão divulgadas. Resolução de 23 de dezembro retira o trecho referente à “transparência ativa” que dizia que os cartórios devem informar valores arrecadados, “inclusive eventual remuneração” dos responsáveis pelas unidades.

Fachin citou lei que define direito à privacidade para contextualizar alterações. A resolução diz que dados de remuneração continuarão sendo informados a corregedorias de Justiça e demais órgãos de controle, mas que outros interessados precisarão pedir acesso mediante requerimento administrativo “fundamentado”, que demonstre “legítimo interesse e obediência à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”.

Segundo a Receita Federal (RF), os titulares de cartório é a classe mais bem paga do país. Os dados da RF, de 2023, a renda média mensal de titular de cartório é R$ 156 mil. Entre os do Distrito Federal, a média chega a R$ 530 mil por mês.

Em Joinville

Em Joinville, de acordo com os últimos dados disponíveis no portal Justiça Aberta, do CNJ, somente no primeiro semestre de 2025, os nove cartórios existente no município arrecadaram mais de R$ 55 milhões (R$ 54.624.974,65).

O destaque desse mercado milionário fica com o 1º Registro de Imóveis de Joinville, essa foi a serventia que mais arrecadou.  Apenas nos primeiros seis meses do ano, recolheu da população a soma de quase R$ 15 milhões (14.835.629,54). Já segundo cartório que mais faturou, foi o 1º Tabelionato de Notas e 1º Ofício de Protestos, com R$ 8,4 milhões (8.482.771,67).

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