Deputados denunciam suposta interferência na Polícia Civil de SC

“Apagão” no Facebook foi erro interno e não ataque informático
06/10/2021
Sindicato dos servidores de Joinville inicia campanha salarial com outdoors
06/10/2021
“Apagão” no Facebook foi erro interno e não ataque informático
06/10/2021
Sindicato dos servidores de Joinville inicia campanha salarial com outdoors
06/10/2021

 

Na sessão de terça-feira (5), da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, deputados  do PL e PSB, denunciaram a suposta interferência do Governo do Esatado na Polícia Civil  e uma presumida corrupção no Instituto do Meio Ambiente (IMA) .

“A Polícia Civil está em polvorosa com a notícia que o governo queria alterar delegados para suspender investigações dentro do governo”, discursou Ivan Naatz (PL), explicando em seguida que a investigação envolve a compra de softwares “vendidos por pessoas amigas do governador, coronéis da reserva que se organizaram para vender sem licitação”.

O líder do PL foi além e denunciou indícios de corrupção no IMA.

“Dentro do IMA opera uma facção criminosa que vende licenças ambientais, com um ramo dentro da Câmara de Vereadores de Florianópolis, gente de partido bastante influente em Santa Catarina”, disparou Naatz.

Laércio Schuster (PSB), também criticou a interferência na Polícia Civil.

“Uma tentativa de abafar investigações da Deic sobre crimes de corrupção no governo do estado”, alertou Schuster, que elogiou o novo delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Ghizoni. “Um dos melhores quadros da polícia no Brasil, tenho certeza de que vai trabalhar para garantir a autonomia e a independência”.

Motivo de saúde ocasionou a saída de Akira Sato

Maurício Eskudlark (PL) minimizou a crise na PC. “O delegado Akira Sato foi indicado para assumir a delegacia-geral, aceitou, veio aqui, fez as visitas institucionais, estava motivado, mas daí comunicou que não continuaria na chefia. Procurei me informar, em lugar nenhum ele disse que sofreu qualquer tipo de pressão, ele jamais informou isso, estava com problema de saúde e pediu para sair”, justificou Eskudlark.

O ex-chefe da Polícia Civil, assim como Schuster, elogiou a escolha de Ghizoni e defendeu que o chefe da PC seja escolhido entre os delegados em final de carreira.

“Ghizoni é um excelente delegado, trabalhava aqui, estava à disposição da Casa até poucos dias”, informou Eskudlark.

Paulinha (sem partido) concordou com o colega.

“Chegou a hora de parar de colocar chifre em cabeça de cavalo. Esta questão da Polícia Civil não há nada que não possa ser contado. Não houve um fio de comentário de que teria sido coagido, o objetivo é atacar o governo”, garantiu Paulinha.

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *