Malafaia ataca pastora que denunciou abuso sexual na igreja

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O pastor bolsonarista Silas Malafaia mostrou que a carapuça serviu e publicou um vídeo revoltado após Helena Raquel, líder da Assembleia de Deus Vida na Palavra (ADVIP), fazer uma pregação detonando a Igreja Evangélica por não incentivar denúncias de vítimas de abuso sexual e violência doméstica. Ele afirmou que ela tenta “jogar a opinião pública” contra religiosos.

Malafaia reclamou de uma pesquisa que citava que 43% das mulheres da Igreja Evangélica sofrem violência doméstica e questionou: “Será que pastores evangélicos encobrem pedófilos e quem espanca mulheres?”. Ele ainda acusou a primeira-dama Janja da Silva de apoiar a pastora Helena para se aproveitar da pauta politicamente.

“Vem com essa conversa de que na Igreja Evangélica as mulheres sofrem violência mais do que lá fora. Falácia, safadeza para nos denegrir diante da opinião pública, jogar a opinião pública contra pastores e a igreja”, disse Malafaia.

Segundo ele, a Igreja Evangélica “nunca deixou de curar ou libertar gente” e que ela está tentando “generalizar” um comportamento dentro da instituição.

“Vamos deixar de conversa fiada, não estou criticando a mensagem da pastora. Concordo, tem que denunciar o pecado e eu faço isso. Agora, tentar generalizar, como se a igreja evangélica cobrisse homens espancadores de mulher, aí não. É uma tremenda safadeza no ano eleitoral para nos denegrir diante da opinião pública”, prosseguiu.

A pregação que revoltou Malafaia ocorreu durante o Congresso Internacional de Missões dos Gideões, em Camboriú (SC), no último domingo (3). Na ocasião, ela falou sobre violência contra mulher e pedofilia, e detonou a Igreja Evangélica por acolher e proteger alguns agressores.

“A maior parte das pessoas que são vítimas, em igrejas evangélicas, de violência doméstica ou de violência sexual, elas são orientadas a não denunciar o culpado. O que eu estou dizendo é um saber empírico, como não há pesquisa, não há dados. Isso é um saber empírico. Porque eu tenho 47 anos de idade e nasci em um lar cristão. E me lembro perfeitamente de pessoas que diziam sobre alguém: ‘pelo amor de Deus, não fala, para não escandalizar’”, disse em outro momento da pregação.

Em uma entrevista, na última quarta (6), ela voltou a reclamar da omissão de líderes religiosos em casos de abuso sexual e pedofilia dentro da igreja. “Quando foi que Deus passou a mão na cabeça de um ungido que tenha tido um comportamento inadequado? O pedófilo não é ungido, é criminoso. Havia uma distorção de que alguém precisa continuar sendo reverenciado como um ungido, sendo um abusador, continuar sendo honrado como ungido, sendo um destruidor de vidas de crianças, um pedófilo”, disse à GloboNews.

Fonte: DCM

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