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Os banhistas que visitam os rios da zona rural de Joinville nos finais de semana, têm tirado a paz de moradores da região, conforme os relatos ouvidos na Comissão de Proteção Civil da Câmara de Vereadores de Joinville, nesta terça-feira (26). Entre as preocupações levantadas por presidentes de associações de moradores estão o consumo de álcool e drogas ilícitas, a desorganização do trânsito, o lixo e o vandalismo.
A presidente da Associação de Moradores da Estrada dos Morros (Amem), Silvia Brümmer, evidenciou a tensão entre moradores e banhistas ao afirmar que “são pessoas que não agregam valor nenhum para a região”.
O relato foi corroborado pelo presidente da Associação de Moradores das Estradas do Sul e Blumenau, Marcos Trapp. Ele afirmou que, se fosse para escolher hoje, não investiria na região. Ele reclamou dos excessos sonoros e citou que há pessoas que chegam a ameaçar moradores com facão.
O vereador Diego Machado (PSDB), sugeriu como possível solução, o uso do Código de Trânsito: “Você fez uma blitz bem feita num domingo à tarde no Quiriri e no Pico e leva uma cegonha cheia de carro e de moto, pode ter certeza que o negócio vai acalmar e acalmar muito”, ainda que reconheça que uma medida dessas pudesse prejudicar moradores da região.
O representante da Polícia Militar na reunião, o major Daniel Screpanti, disse que 309 ações foram realizadas na zona rural ao longo de 2021 e que, neste ano, 289 patrulhamentos já foram feitos, tendo foco nos finais de semana. As ações, observou, contam com apoio da Polícia Militar Ambiental, da Guarda Municipal e da Defesa Civil. Para Screpanti, o problema não é que se curta a região, mas que se o faça com respeito, e detalhou: “uma solução não depende só da PM”.
Major da Polícia Militar Ambiental, Vitor da Maia explicou que sua unidade atua na proteção ao meio ambiente em 15 municípios, entre Itapoá, Barra Velha e São Bento do Sul. Isso faz com que, embora a base da polícia seja no Piraí, por vezes o efetivo tenha de se dividir para cobrir ocorrências em diferentes locais.
As principais ações estão no combate à invasão e ao desmatamento da mata ciliar, bem como à poluição de rios. Para atuar nessas frentes, a unidade conta com barcos, o que facilita a patrulha em casos como esse.



